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Escrito por Marcelo Abdul às 05h24
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Futebol Olímpico – Seleção Brasileira

 

 

 

 

 

As aventuras e tragédias do Brasil no futebol das Olimpíadas

 

Parte 2

 

 

Seul – 1988

 

A seleção olímpica que foi disputar o ouro em Seul foi uma das melhores, senão a melhor equipe que o Brasil já teve numa olimpíada. Muitos desses jogadores se tornariam futuros campeões do mundo e craques consagrados em seus clubes como o goleiro Taffarel, os laterais Jorginho e Mazinho e o artilheiros Romário e Bebeto (futuros tetracampeões do mundo em 1994). Comandados pelo técnico Carlos Alberto Silva, o Brasil arrebentou no grupo D com uma goleada de 4 x 0 sobre a Nigéria e de 3 x 0 sobre a Austrália. Só nesses dois jogos, Romário fez 5 gols se tornando a principal estrela e artilheiro do torneio.

 

Romário contra a Argentina: artilheiro com 7 gols

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Depois de uma vitória sobre a Iugoslávia por 2 x 1, o Brasil venceu a Argentina nas quartas-de-final por 1 x 0  e foi para a semifinal contra a Alemanha que tinha outro destaque no torneio: o centroavante Klinsmann. As duas maiores equipes do futebol mundial nunca haviam ganho a medalha de ouro e a disputa foi como se esperava: emocionante. Quando o jogo estava 1 x 1, um pênalti bobo do Brasil no tempo normal poderia por todo o trabalho a perder. Mas o goleiro Taffarel defendeu milagrosamente a cobrança e o jogo seguiu até a cobrança de pênaltis. Na disputa, a estrela do jovem goleiro do Internacional brilhou mais uma vez com mais duas cobranças defendidas.

 

 

Taffarel defende o pênalti contra a Alemanha: depois viraria costume

 

 

O Brasil estava na final pela segunda vez consecutiva. O adversário seria a União Soviética. Na final, o Brasil entrou visivelmente tenso pela pressão de ganhar o ouro olímpico. Romário fez o primeiro gol após uma grande cobrança de escanteio do meia Neto, mas os soviéticos mantiveram a calma e empataram o jogo. A partida foi para a prorrogação e um erro da defesa brasileira no contra ataque deixou o atacante Savichev livre para “chapelar” Taffarel e marcar o gol da vitória soviética. Mais uma vez o Brasil ficou com a medalha de prata.

 

 

Romário marcado na final contra a URSS: mais uma prata 

 

 

 

Atlanta – 1996

 

 

Depois de bater na trave duas vezes em 1984 e 1988 e ser eliminado vergonhosamente do Pré-Olímpico de 1992 após um empate com a Venezuela, a medalha de ouro passou a ser uma obsessão. O Brasil fez um grande projeto olímpico para a conquista da medalha de ouro em Atlanta. Com as novas regras do COI o técnico Zagallo teve a oportunidade de chamar três jogadores experientes para os jogos. E os escolhidos foram Aldair, Bebeto e Rivaldo. O consagrado Romário ficou de fora da lista. Mesmo assim o Brasil tinha uma boa seleção com nomes como o lateral Roberto Carlos e o atacante Ronaldo, futuros pentacampeões mundiais em 2002.

 

Dida e Aldair: trapalhada

 

 

A confiança e o ufanismo de Zagallo logo viraram pó na partida de estréia da seleção. O Brasil não conseguia furar a retranca japonesa e após uma trombada desastrosa entre Aldair e o goleiro Dida, o japonês Ito balançou as redes. O Japão venceu em mais um histórico vexame que a seleção brasileira sempre proporciona em olimpíadas. Nas duas partidas seguintes contra Hungria e Nigéria o time se recuperou e conseguiu passar para as quartas-de-final.

 

 

Kanu empata a partida: virada histórica das águias

 

 

Na partida contra Gana já se via uma certa dificuldade do time brasileiro de manter o seu padrão de jogo. Falhas individuais e apagões na defesa tornaram o jogoa contra os técnicos africanos mais difícil. Mesmo assim o Brasil venceu por 4 x 2 e foi para a semifinal contra a mesma Nigéria da primeira fase. Foi aí que todo o desenrolar da tragédia começou a acontecer. O Brasil vencia por 3 x 1 e depois de uma falha individual de Rivaldo os nigerianos diminuíram.

 

 

Brasil recebe a medalha de bronze: falta de espírito olímpico

 

Mas a seleção brasileira tinha definitivamente apagado e Kanu empatou o jogo levando o jogo para a prorrogação com a “morte súbita”, uma regra inovadora da Fifa que infelizmente não continuou.  E o pior aconteceu. O Brasil ainda assustado e surpreso com a reação nigeriana não conseguiu evitar o gol de ouro da Nigéria. Os africanos conseguiram uma incrível virada de 4 x 3 e partiram para o ouro olímpico. Ao Brasil restou vencer a medalha de bronze após uma goleada de 5 x 0 contra Portugal. Mas a vergonha maior foi a falta de esportividade da confederação brasileira de futebol que insistiu em receber as medalhas um dia antes da cerimônia de premiação como todas as outras modalidades fazem. Como se vê o vexame canarinho em Atlanta não acabou após o gol de Kanu.

 

 

Sydney – 2000

 

 

Ares muitos tenebrosos rondavam a seleção brasileira nos jogos olímpicos de Sydney. Após fazer um grande pré-olímpico na Argentina, o treinador Vanderlei Luxemburgo resolveu manter seus jogadores e não chamar os 3 atletas com maior idade. O que se revelou depois um erro estratégico. Mas a situação piorou quando surgiram denúncias de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro contra o treinador. Duas CPI´s no Congresso Nacional também deixaram o clima pesado entre o elenco. Isso logicamente se refletiu dentro de campo. Nem Alex e nem Ronaldinho Gaúcho conseguiram mostrar todo o seu potencial nas partidas.

 

Ronaldinho Gaúcho marcado: O Brasil cai mais uma vez

 

 

A estréia nos jogo foi tranqüila, 3 x 1 contra a Eslováquia. Masi nos jogos seguintes se percebeu alguma coisa errada no time brasileiro. Na segunda partida contra a África do Sul,  a equipe foi bisonha e perdeu por 3 x 1. Contra o Japão a seleção chegou a ficar ameaçada de desclassificação,mas ganhou por 1 x 0.  Apesar da vitória, a pálida apresentação do Brasil deixou claro que o time não estava em seus melhores dias. Tudo poderia mudar nas quartas-de-final contra a seleção de Camarões, mas isso não ocorreu.

 

 

a amargura do volante Fabiano: derrota com 3 jogadores a mais

 

 

Camarões começou bem o jogo e logo marcou o gol com Mboma. O Brasil então melhorou seu ritmo e passou a atacar a defesa africana. Mas a bola não entrava. O assédio brasileiro começou a incomodar a defesa camaronesa que começou a bater. Ao longo da partida, três jogadores dos “leões indomáveis” foram expulsos.  Já nos descontos e no absoluto desespero, Ronaldinho fez o gol de empate. O time brasileiro tinha tudo para arrasar os africanos com três jogadores a mais nos minutos seguintes, mas a prorrogação reservou surpresas desagradáveis para o torcedor brasileiro.

 

 

Vanderlei Luxemburgo: denúnicias e vexame

 

 

A seleção de Camarões passou a fazer constantemente a linha do impedimento irritando os jogadores brasileiros. Para piorar, o time de Luxemburgo perdia gols incríveis. Num descuido da defesa canarinho,  Mbami fez o gol de ouro e mais uma vez o Brasil era despachado das olimpíadas. Pela segunda fez consecutiva por um país africano e pela segunda vez na morte súbita. Pelo fato de ter 3 jogadores a mais, esse foi talvez o maior vexame brasileiro em olimpíadas. O estrago foi tão grande que Vanderlei Luxemburgo foi demitido logo depois. E o sonho do ouro continuou distante

 

 

 



Escrito por Marcelo Abdul às 01h02
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Futebol Olímpico – Seleção Brasileira

 

 

 

 

 

As aventuras e tragédias do Brasil no futebol das Olimpíadas

 

Parte 1

 

 

Quando se trata de disputar o torneio olímpico, a mais bem sucedida seleção de futebol de todos os tempos sente um calafrio na espinha. Sim, os jogos olímpicos são talvez o maior calcanhar de Aquiles do futebol brasileiro. As histórias da tentativa do Brasil de conquistar o tão sonhado ouro olímpico são uma sucessão de fracassos e vexames inesperados. Derrotas para seleções inexpressivas do futebol mundial e eliminações vergonhosas fazem parte do currículo da seleção canarinho nas olimpíadas. Em 2008 uma nova tentativa será feita para a única conquista que falta ao futebol brasileiro: a medalha de ouro. Será que dessa vez o time brasileiro conseguirá tal façanha? Se observarmos bem o passado do Brasil nos jogos, existem motivos de sobra para temermos um novo vexame.

 

 

Brasil em 1952: primeira participação do futebol brasileiro nas olimpíadas 

 

 

Helsinque – 1952

 

A primeira participação do futebol brasileiro nas Olimpíadas não foi das piores, mas também poderia ter sido melhor. Um time que contava com futuros campeões mundiais como Mauro Ramos de Oliveira (capitão do Bi Mundial), Zózimo e o artilheiro Vavá começou goleando a Holanda por 5 x 1. Depois de uma vitória apertada sobre Luxemburgo por 2 x 1, o time brasileiro caiu frente a Alemanha Ocidental por 4 x 2 nas quartas-de-final.  

 

Roma - 1960

 

A seleção canarinho foi para os jogos olímpicos de Roma com um time muito jovem. Entre os atletas estava o zagueiro Roberto Dias, um dos maiores defensores da história do São Paulo FC. Na estréia, o Brasil venceu a Grã-Bretanha por 4 x 3 num jogo disputado. Depois uma goleada de 5 x 0 sobre a seleção de Taiwan. O torneio olímpico era divido em grupos com quatro seleções cada. O campeão de cada chave se classificaria para as semifinais. E o Brasil disputaria a primeira colocação contra os donos da casa.  A Itália venceu por 3 x 1 deixando a seleção brasileira fora da disputa.

 

Tóquio – 1964

 

Mais uma vez o Brasil levou uma seleção de jogadores inexperientes. Na estréia, um empate contra o Egito e uma goleada contra a Coréia do Sul por 4 x 0. O terceiro jogo seria contra a Tchecoslováquia, uma das fortes seleções do leste. Apesar da resistência brasileira, os tchecos levaram a melhor pelo placar de 1 x 0. Mas o Egito goleou a Coréia do Sul por 10 x 0 e ficou com a segunda vaga pelo saldo de gols. O Brasil mais uma vez ficou a ver navios.

 

Cidade do México – 1968

 

Mais uma vez com uma jovem equipe que tinha como destaque o atacante Manoel Maria, o Brasil não passou da primeira fase do futebol olímpico. Uma derrota para os espanhóis e dois empates contra Japão e Nigéria. Seleções absolutamente amadoras na época. Talvez tenha sido o primeiro grande vexame futebolístico brasileiro nos jogos.

 

Munique – 1972

 

O time brasileiro contava com um grande craque em início de carreira, o meio campo Paulo Roberto Falcão do Internacional de Porto Alegre. Mas nem mesmo ele conseguiu livrar o Brasil de um novo vexame olímpico. Derrota para a Dinamarca por 3 x 2 e um surpreendente empate com a Hungria ( que ficaria com a prata nesse torneio). Mas o pior ainda estaria por vir. A seleção brasileira foi derrotada pelo Irã por 1 x 0 na terceira partida e a exemplo das 2 edições anteriores deixou os jogos olímpicos na fase preliminar.

 

Brasil em ação em Montreal: quarto lugar   

 

Montreal – 1976

 

Depois de sucessivos fracassos nos jogos olímpicos enfim o Brasil conseguia fazer uma campanha razoável. Pela primeira vez o time chegava à uma semifinal olímpica. A equipe era dirigida por Cláudio Coutinho (que também treinou o Brasil na Copa de 1978) e tinha um bom elenco como o goleiro Carlos (futuro titular do Brasil na Copa de 1986), o zagueiro Edinho, o lateral Júnior ( que se consagraria no Flamengo) e o meio campo Batista. Na estréia um empate sem gols contra a Alemanha Oriental ( que ganharia a medalha de ouro) e uma vitória contra a Espanha por 2 x 1. Nas quartas-de-final uma goleada de 4 x 1 contra a seleção de Israel. Entre os semifinalistas, o Brasil era o único time fora da cortina de ferro. E não foi possível derrotar os “amadores” poloneses. Derrota de 2 x 0. Na disputa do bronze, mais uma derrota, 2 x 0 para a União Soviética.  

 

 

Brasil em 1984: inédita medalha de prata 

 

 

 

Los Angeles – 1984

 

 Com a recusa dos clubes brasileiros em ceder seus atletas para os jogos Olímpicos de Los Angeles, o Internacional de Porto Alegre se prontificou a mandar sua equipe representando o Brasil nos jogos. O time contava com bons jogadores como o goleiro Gilmar Rinaldi, tetracampeão do mundo como reserva em 1994, o artilheiro Kita, que ganharia destaque em 1986 com a inédita conquista da Inter de Limeira no campeonato paulista e o meio campo Dunga, futuro capitão do tetracampeonato mundial e atual técnico da seleção brasileira. O treinador era Jair Picerni, ex-jogador da Ponte e que tinha levado o time de Campinas ao vice-campeonato paulista de 1981 e que anos mais tarde ganharia destaque ao levar o São Caetano a duas finais de brasileiro e de uma Libertadores.  

 

 

Gilmar marca contra a Alemanha: esperança   

 

 

 Com uma certa desconfiança da imprensa brasileira a seleção canarinho estreou com uma vitória contra a Arábia Saudita por 3 x 1. Com o boicote dos países socialistas em represália ao boicote americano na olimpíada de Moscou em 1980, as possibilidades de uma conquista do ouro no futebol aumentaram já que as nações do leste europeu dominavam a modalidade desde 1956. Essa  possibilidade aumentou com a vitória de 1 x 0 contra a forte Alemanha Ocidental. Uma terceira vitória de 2 x 0 contra o Marrocos fez o Brasil ficar em primeiro no seu grupo e pegar o Canadá pelas quartas-de-final. Jogo fácil? Pelo contrário. O canadenses engrossaram a partida e a jogo terminou em 1 x 1 no tempo normal e na prorrogação. Nos pênaltis a estrela do goleiro Gilmar brilhou e o Brasil venceu por 4 x 2. A semifinal seria contra a Itália. Um gosto de revanche pela tragédia no estádio Sarriá em 1982 foi inevitável. Em outro jogo complicado a seleção brasileira venceu por 2 x 1 e pela primeira vez ganharia uma medalha, já que a prata estava garantida. Os garotos de Picerni foram muito mais longe do que qualquer um imaginaria. Na final o adversário seria a França. E no estádio Coliseu de Los Angeles  viu um passeio dos franceses. Um 2 x 0 incontestável em que o Brasil não teve a menor chance de reação. Porém o Brasil finalmente conquistara uma medalha no seu maior esporte.

 



Escrito por Marcelo Abdul às 00h52
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Futebol Olímpico – Parte 3

 

 

 

 

1996 – 2000 - A curta “Era Africana”

 

 

Com o fim da União Soviética e do bloco do socialista  em 1991, finalmente outros países teriam a chance de arrebatar a medalha de ouro no futebol.  Na Olimpíada de Barcelona a seleção espanhola ganhoua medalha de ouro ao derrotar a Polônia por 3 x 2. Na disputa do bronze, a seleção de Gana venceu a Itália e pela primeira vez na história olímpica, uma seleção da África negra ganharia uma medalha no futebol. A ascensão dos países da área central e leste da África não veio por acaso. No final dos anos 80 e começo dos 90 as seleções africanas ganhavam títulos mundiais nas categorias sub-17 e sub-20. A seleção de Camarões encantou o mundo na Copa de 1990 após vencer a Argentina no jogo de estréia por 1 x 0 e ser derrotada pela Inglaterra num jogo épico por 3 x 2.

 

 

 Kanu:  destaque da Nigéria em 1996 

 

 

Com o tempo surgiu boatos de que essas seleções adulteravam a idade dos seus atletas nas competições de categorias inferiores, incluindo a Olimpíada. Coincidência ou não a Nigéria ganhou a medalha de ouro em Atlanta em 1996, após uma virada sensacional contra o Brasil na semifinal. Na disputa da medalha de ouro os africanos venceram a Argentina por 3 x 2 num jogo polêmico. A partida estava empatada em 2 x 2 e tudo indicava que a peleja iria para a prorrogação. Mas após um levantamento na área dos africanos, os argentinos resolveram fazer a chamada “linha burra” e deixar o atacante Amunike em impedimento.  Mas o árbitro da partida não assinalou nada e o lance continuou com um gol aos 45 minutos do segundo tempo adiando o sonho do ouro olímpico portenho. 

 

   

  jogadores da Nigéria comemoram o ouro: façanha inédita

 

Novas regras foram estabelecidas na modalidade em Atlanta. Três jogadores de cada seleção com mais de 23 anos poderiam jogar nas olimpíadas. Inclusive, os que já participaram de Copas do Mundo. Sem dúvida um estímulo ao esporte que seguia bastante esvaziado com a ausência de grandes craques. Apesar da resistência da Fifa que tinha Copa do Mundo como grande xodó e temia um sucesso do torneio olímpico, as novas regras foram bem aceitas.

 

Em 2000 na Olimpíada de Sydney mais uma seleção africana deixaria sua marca. A seleção de Camarões ganhou a medalha de ouro ao vencer a Espanha nos pênaltis por 5 x 3 após um empate de 2 x 2 no tempo normal. O time tinha grandes jogadores como Samuel Eto´o  e Patrick Mboma. Entretanto, a campanha da seleção camaronesa nos jogos não foi uma das melhores. Uma vitória apertada contra o Kwait por 3 x 2, seguido pro dois empates de 1 x 1 contra EUA e República Tcheca. Somente depois da incrível vitória contra o Brasil nas quartas-de-final, o time embalou e conquistou o título olímpico. 

 

 

Camarões vence: domínio africano 

 

Coincidência ou não, com a nova lei da Fifa sobre o registro de jogadores, o domínio africano desapareceu tanto nas categorias inferiores como nas Olimpíadas. Em 2004 , Tunísia e Gana não passaram nem da primeira fase e a seleção de Mali perdeu da fraca seleção italiana por 1 x 0 nas quartas. A mesma Itália que depois foi massacrada pelos argentinos por 3 x 0 na semifinal. O ouro em Atenas 2004 ficou com a Argentina depois de uma vitória magra de 1 x 0 sobre o Paraguai. Depois de quase 60 anos e de tantas “picaretagens” na modalidade olímpica do futebol, parece que finalmente o esporte entrou nos eixos e caminha por um futuro bem mais justo e competitivo.

 

 

A vez das mulheres

 

A partir de 1996 o futebol feminino foi aceito como esporte olímpico. Com o recente sucesso dos mundiais da Fifa em 1991 e 1995, a inclusão das mulheres no futebol olímpico era só uma questão de tempo. Sem o problema crônico da chiadeiras dos clubes em relação a liberação de suas atletas, o futebol feminino sempre teve as melhores profissionais jogando em gramados olímpicos. 

 

 

Marta passa por americana na final: prata honrosa   

 

 

Em 1996 os Estados Unidos conseguiram o ouro lideradas pela meia Mia Hamm (considerada uma das melhores jogadoras de todos os tempos) com uma vitória sobre a China por 2 x 1. Em 2000 nas olimpíadas de Sydney o sonho do bi americano foi interrompido por uma derrota contra a Noruega por 3 x 2 num jogo emocionante.  Em Atenas 2004 as estadunidenses foram para a sua terceira final olímpica seguida contra o Brasil. E conseguiram novamente o ouro graças a uma atuação medonha de vergonhosa da árbitra Jenny Palmqvist. O Brasil foi melhor, mas pecou pela inexperiência e falta de apoio de sua entidade. Mesmo assim como no futebol masculino o Brasil vai se tornando uma das principais potências da modalidade, a exemplo do futebol masculino.

 

 

 



Escrito por Marcelo Abdul às 01h34
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Futebol Olímpico – Parte 2

 

 

 

No começo dos anos 30 até o final da “guerra fria” entre Estados Unidos e União Soviética o esporte se transformou radicalmente. O espírito de competição amistosa celebrado pelo Barão de Cobertin passou a ser usado como massa de manobra e propaganda política. A partir desse momento a modalidade do futebol nas Olimpíadas traçou uma linha paralela de outras competições oficiais da Fifa. O engradecimento da Copa do Mundo e a falta de interesse da entidade em fortalecer o torneio olímpico também contribuíram para que o futebol nas Olimpíadas se tornasse menos glamouroso com o passar do tempo. Nem por isso, grandes esquadrões deixaram de ser formados. Pelo contrário. Muitos campeões olímpicos desse período formaram grandes seleções e se destacaram em Copas do Mundo.

 

a Itália vence em 1936: olimpíadas políticas 

 

 

1936 – A Vitória do Fascismo

 

Em 1936 a Olimpíada teve seu momento máximo como propaganda política. A Alemanha nazista conseguiu sediar os jogos em sua capital Berlim. E uma conquista olímpica no futebol era uma prioridade para a máquina de propaganda do terceiro Reich. Os alemães começaram bem na competição com uma goleada de 9 x 0 contra a fraquíssima seleção de Luxemburgo, mas a festa alemã acabou com uma derrota para a Noruega por 2 x 1.  Entretanto, outro país com um regime totalitário ganhou o ouro olímpico. A Itália campeã mundial de 1934 e dirigida pelo mesmo técnico Vitorio Pozzo venceu a competição após derrotar a Áustria por 2 x 1. Com o bicampeonato mundial em 1938 e a ausência forçada do Uruguai, os italianos se tornaram a maior potência futebolística nos anos 30. 

 

 

1952 – 1980 – A Era da “Cortina de Ferro”

 

 

Com o final da segunda guerra mundial o mundo ficou polarizado entre duas potências políticas e bélicas: Estados Unidos e União Soviética. Mais uma vez o esporte foi usado por americanos e soviéticos, como propaganda política e o futebol olímpico sofreu drasticamente com essas mudanças.

 

 

a Hungria derrota a Iugoslávia: o nascimento de um esquadrão 

 

Para os países ocidentais era difícil rivalizar com o “amadorismo” das seleções da cortina de ferro, já que nesses países não existia o profissionalismo. E no futebol pelas regras do COI, somente atletas amadores poderiam disputar um torneio olímpico. Para os países comunistas era uma barbada, pois os seus atletas apesar de amadores eram experientes e disputavam os principais campeonatos nacionais e da Europa. Em contrapartida os países ocidentais traziam jogadores jovens e inexperientes para a disputa, pois além do desinteresse dos clubes em ceder seus atletas para uma disputa olímpica, as regras do COI deixaram tradicionais seleções como Brasil, Itália e Alemanha de mãos atadas.

 

 em 1956 a medalha de ouro é da URSS: domínio do Leste 

 

O que se viu nesse período foi um domínio absoluto dos países do leste europeu no futebol olímpico de 1952 até 1980. Uma contradição já que em Copas do Mundo e com os profissionais jogando, os países da cortina de ferro só chegaram ao máximo a duas finais de um Mundial (Hungria – 1954 e Thecoslováquia em 1962). Formou-se um elo contraditório no mundo do futebol, o que contribuiu e muito para o enfraquecimento da modalidade nos jogos olímpicos. A era da cortina de ferro acabou em 1984 com o boicote comunista nas Olimpíadas de Los Angeles e a medalha de ouro vencida pela França. Em 1988 a União Soviética venceu a final, mas foi o último suspiro. Com o fim da União Soviética em 1991 as novas regras do COI, os países ocidentais retomaram o domínio do futebol nas Olimpíadas. Apesar disso, algumas seleções campeãs olímpicas deixaram seu lugar na história do esporte mais popular do mundo.

 

 

Hungria – 1952

 

O “time de ouro” que encantou o mundo na Copa de 1954 começou a sua jornada na Olimpíada de Helsinque em 1952. O esquadrão formado por Puskas, Hidegkuti, Kocsis e Zibor tiveram uma atuação espetacular em campos finlandeses. Depois de massacrar Turquia e Suécia (7 x 1 e 6 x 0 respectivamente), os húngaros derrotaram a Iugoslávia por 2 x 1 e ganharam a medalha de ouro. Em 1964 e 1968 os húngaros repetiram a façanha e até hoje são os maiores campeões olímpicos no futebol.

 

 poloneses celebram a medalha: sexto ouro seguido da cortina

 

 

Polônia – 1972

 

Se a Hungria não tem uma quarta medalha de ouro no futebol, a responsável direta é a seleção polonesa que venceu os húngaros na final das Olimpíadas de Munique em 1972 por 2 x 1 com dois gols do atacante Deyna. Pouco tempo depois o mesmo atleta mais o atacante Lato participariam da grande campanha polonesa na Copa de 1974, que se iniciou nas eliminatórias desclassificando a Inglaterra em pleno estádio de Wembley e terminou com a terceira colocação do mundial com apenas 1 derrota. Para muitos a melhor seleção polonesa de todos os tempos.

 

Lista dos campeões olímpicos de futebol  da era da cortina de ferro

 

  1952 – Hungria

1956 – URSS

     1960 – Iugoslávia

  1964 - Hungria

   1968 – Hungria

  1972 – Polônia

                   1976 – Alemanha Oriental

              1980 - Thecoslováquia

    

 

 



Escrito por Marcelo Abdul às 05h25
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Futebol Olímpico – Parte 1

 

 

 

 

 Vamos recordar histórias da participação do maior esporte do mundo nas olimpíadas. Poderemos observar que a história do futebol nas Olimpíadas teve em seu início o mesmo começo das disputas mundiais como a Copa do Mundo. Mas que ao longo do tempo formou uma linha paralela e totalmente diferente das disputas do esporte mais apaixonante do mundo.

 

 

 

1900 – O ínicio.

 

 

Após a realização da primeira Olimpíada da era moderna em Atenas pelo Barão de Coubertin em 1896, várias federações internacionais quiseram incluir suas modalidades nos jogos de Paris em 1900. O futebol que já ganhava força no início do século XX também almejou sua inclusão, mas a modalidade foi incluída apenas como esporte de demonstração em 1900 e 1904. Em ambas, os países eram representados por clubes. Em 1900 o Upton Park da Grã-Bretanha venceu o Club Française e venceu o torneio. Quatro anos mais tarde o Galt City FC do Canadá ganhou o título na Olimpíada de ST.Louis. Como eram esportes de demonstração nenhuma das equipes vencedoras ganhou uma medalha.

 

 

Grã-Bretanha em 1908:  primeira seleção campeã olímpica oficial

 

 

Somente em 1908 em Londres, o futebol foi incluído como esporte olímpico e o primeiro campeão foi a Grã-Bretanha que derrotou a Dinamarca por 2 x 0. Em 1912, em Estocolmo, britânicos e dinamarqueses repetiram a final e a Grã-Bretanha se sagrou bi-campeã pelo placar de 4 x 2. Depois de mais algumas participações, os britânicos não puderam mais participar do torneio olímpico de futebol. O COI não aceitava a participação de seleções regionais (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) como a Fifa. Por causa disso, o Reino Unido desistiu do futebol nas olimpíadas e somente em 2012 na Olimpíada de Londres os britânicos admitem formar uma seleção para a disputa dos jogos.         

 

Anos 20 – O nascimento da Celeste Olímpica

 

Pergunte a qualquer uruguaio: Quantos títulos mundiais vocês tem? A resposta vem na ponta da língua: quatro. Não fique espantado caro leitor. Afinal de contas a Copa do Mundo começou a ser disputada em 1930. Antes disso o único torneio mundial oficial entre seleções eram os jogos Olímpicos. Em 1924 e 1928 uma seleção vestida de azul celeste assombrou o mundo do futebol. Nos jogos de Paris em 1924 os europeus acostumados a um futebol duro e sem uma técnica apurada se surpreenderam com o estilo uruguaio de jogar. Com toques rápidos e refinados e uma técnica nunca vista o Uruguai estreou no torneio olímpico massacrando a Iugoslávia por 7 x 0. O velho continente pensava que a seleção do Rio da Prata era formada por apenas meros “marabalistas” e que derrotá-los seria uma brincadeira. Se enganaram redondamente.

 

 Uruguai campeão olímpico de 1924: a primeira grande seleção 

 

 

 

Os donos da casa sentiram essa força ao serem goleados por 5 x 1 pelas quartas-de-final. O impacto que os uruguaios deixaram na terra de Napoelão foi tão grande que os franceses passaram a copiar o estilo uruguaio de jogar a partir dali. Ao longo da história, os franceses aprenderam bem a lição de casa conquistando títulos com um estilo ofensivo e bastante técnico. Inclusive sendo conhecidos como a seleção mais “sul-americana” na Europa. O Uruguai venceu facilmente a Suíça na final por 3 x 0 e ganhou medalha de ouro, deixando uma legião de fãs e admiradores no mundo inteiro.

 

 

Uruguai e Argentina fazem a final de 1928: domíno sul-americano 

 

 

Em 1928 em Amsterdã  o time de “manco” Castro, Nasassi e Leandro Andrade, Cea e Scarone tinham um adversário à altura: os seus vizinhos argentinos. Na estréia A Argentina goleou impiedosamente os EUA por 11 x 2, a Bélgica por 6 a 3 e o Egito por 6 x 0. Os sul americanos passearam em gramados holandeses. O Uruguai venceu a Holanda por 2 x 0 e a Alemanha por 4 x 1. Na semifinal venceu a Itália num jogo duríssimo por 3 x 2.   Os dois times da América do Sul fariam a final da Olimpíada e como se esperava, o jogo foi equilibrado e acabou empatado em 1 x 1. Naquela época não existia prorrogação e pênaltis e foi marcado um jogo extra 3 dias mais tarde. Em outra partida disputadíssima o Uruguai venceu por 2 x 1 e faturou a sua segunda medalha de ouro consecutiva. Nascia a “Celeste Olímpica”, apelido que a seleção uruguaia ostenta até os dias de hoje.

 

 

 atual camisa da celeste olímpica: quatro estrelas

 

 

 

Dois anos mais tarde argentinos e uruguaios fariam a final da primeira Copa do Mundo realizada no Uruguai e com a vitória da seleção celeste. Se contarmos o título mundial de 50, são quatro conquistas internacionais importantes e que os uruguaios consideram como quatro títulos mundiais. O atual escudo da Associação Uruguaia de Futebol tem quatro estrelas acima do distintivo, o que prova a devoção e a paixão que as seleções olímpicas de 1924 e 1928 deixaram no país. Somente em 2004 (77 anos mais tarde) uma seleção sul americana conseguiu um ouro olímpico. Por coincidência, uma final sul-americana entre Argentina e Paraguai. Finalmente os argentinos faturaram o ouro com uma magra vitória de 1 x 0.        



Escrito por Marcelo Abdul às 22h37
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O dia de Cevallos

 

Cevallos comemora o título da Libertadores: herói no último segundo

 

 

Passados três dias da final da Libertadores muita coisa foi dita sobre a derrota do Fluminense no Maracanã na quarta passada.

 

Sim, o roteiro do título estava pronto. Começou com um susto no gol de Bolanos e passou pela grande atuação de Thiago Neves, talvez o seu melhor jogo vestido a camisa do tricolor carioca. Mas o que aconteceu? O que ocorreu para que mais um “maracanazzo” se repetisse no Rio de Janeiro?

 

 A Libertadores não se decide em apenas 90 minutos e sim em 180. O primeiro jogo pesou muito para o lado do time equatoriano. O único e solitário gol da LDU na segunda partida fez o Fluminense ter mais trabalho para buscar o tão sonhado título. O resultado de  3 x 1  levou as duas equipes  para uma prorrogação desgastante e os pênaltis. Na hora final, um atleta fez a diferença: Cevallos. A sua catimba aumentou o nervosismo do time carioca que perdeu 3 tiros estúpidos a gol, algo incomum para um time experiente e rodado como o Fluminense. Mas o futebol nunca primou por seguir regras pré-estabelecidas.

 

O título inédito da LDU não tira os méritos do Fluminense nessa Libertadores. O clube e sua torcida estão de parabéns pelo desempenho e pela campanha. Mas na hora derradeira o time falhou. Sim, os malditos e benditos pênaltis. Por mais que todos tentem negar eles fazem parte do jogo e seus jogadores sentiram o enorme peso que estavam carregando caindo na cilada de Cevallos. Um goleiro experiente, nada mais do que um veterano. Mas isso pesa numa final. E como pesa. Chegou a lembrar o grande Valdir Perez que há 30 anos calava o Minerão usando da mesma malícia e irreverência na decisão do título brasileiro de 1977.  

 

O treinador Renato Gaúcho seguiu a receita do título desde a primeira fase. Melhor campanha e vitórias sobre grandes equipes como São Paulo e Boca Juniors. Mas como foi dito no post da semana passada. O descuido no primeiro tempo da primeira partida l foi fatal. O ego do treinador carioca foi transferido para o time e a LDU foi vista apenas como uma mera coadjuvante. Uma simples adversária, que chegava na final por sorte e que enfrentou adversários mais fracos como Estudiantes e América do México.

 

Não foi o que aconteceu. Se esqueceram da rapidez de Guerrón, do oportunismo de Bolanos e Bieler e na experiência de Cevallos. Quem acabou ficando com a taça foram os equatorianos. Pela primeira vez na história da Libertadores, um clube do Equador conquista o título máximo da América. E mais uma vez o Maracanã é palco de uma grande tristeza no futebol brasileiro. O que prova, passado quase meio século, que algumas lições nunca são aprendidas. 

 

Campanha da LDU na Libertadores

 

 

LDU 0 x 0 Fluminense

LDU 2 x 0 Libertad

Arsenal Sarandí 0 x 1 LDU

LDU 6 x 1 Arsenal Sarandí

Libertad 3 x 1 LDU

Fluminense 1 x 0 LDU

LDU 2 x 0 Estudiantes

Estudiantes 2 x 1 LDU

San Lorenzo 1 x 1 LDU

LDU 1 x 1 San Lorenzo – pênaltis – 5 x 3

América do México 1 x 1 LDU

LDU 0 x 0 América do México

LDU 4 x 2 Fluminense

Fluminense 3 x 1 LDU – pênaltis – 1 x 3

 



Escrito por Marcelo Abdul às 18h40
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Para trazer bons fluídos

 

 

 

Vamos recordar dois títulos importantes do Fluminense:

 

 

   Campeão da Taça de Prata – 1970

 

 

Uma equipe que era chamado de “timinho” pelos adversários, mas que chegou na fase final do torneio Roberto Gomes Pedrosa. O título nacional veio com o empate em 1 x 1 com o Atlético Mineiro no Maracanã. Gol de Mickey que costumava comemorar seus tentos com o símbolo hippie do “paz e amor”. O goleiro era Félix, campeão mundial com a seleção brasileira na Copa do Mundo no mesmo ano. E ainda diziam que ele não era um bom arqueiro.

 

 

 

 

 

 

                   

 

     Campeão Brasileiro – 1984

 

 

Um timaço. Era isso que definia o time do Fluminense campeão brasileiro em 1984. Dirigidos pelo futuro campeão mundial Carlos Alberto Parreira, o tricolor carioca triturou adversários como São Paulo e Corinthians e disputou a primeira final carioca de um brasileiro contra o Vasco da Gama de Roberto Dinamite. O time contava com grandes nomes como o goleiraço Paulo Vítor, o lateral Branco, o zagueiro Ricardo Gomes e a dupla Assis e Washington, apelidados de casal 20 pelo entrosamento que tinham em estufar as redes adversárias. Mas o herói do título foi o paraguaio Julio César Romero, mais conhecido como Romerito, que fez o único gol do primeiro jogo. Na segunda partida 0 x 0 e festa da torcida tricolor pelo segundo título nacional de sua história.    



Escrito por Marcelo Abdul às 23h38
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É amanhã!

 

a torcida do Fluminense acredita na conquista inédita: confiança 

 

 

 

 

É amanhã a grande final da Libertadores entre Fluminense e LDU

 

E sabe aquela sensação de que o time brasileiro vai ganhar?

 

Sim, ela se manifesta nesse blogueiro.

 

Primeiro pela mágica que o tricolor das Laranjeiras criou nos jogos contra o São Paulo e o Boca. Está sendo criada uma mística semelhante a que a torcida são paulina tem com seu clube no jogos do maior torneio sul-americano de clubes.

 

Uma mágica até maior que a torcida do Flamengo em jogos de Libertadores.

 

Antes que um torcedor rubro-negro me massacre explico:

 

Na época que o Flamengo venceu a Libertadores o torneio era menos valorizado que o campeonato carioca.

 

Depois disso o Flamengo nunca teve a oportunidade de mostrar a força de sua torcida no Maracanã, já que depois de 1982 o rubro-negro chegou no máximo às quartas-de-final do torneio.

 

E o Vasco campeão de 1998 resolveu jogar todas suas partidas em São Januário.

 

O Fluminense é o primeiro clube carioca que usa o Maracanã como grande palco num torneio de Libertadores. 

 

Tirando o fator casa, o Fluminense pode vencer a LDU por mais motivos:

 

A equipe de Quito não é a mesma quando desce o morro.

 

A defesa da LDU não é nenhuma barreira italiana e o time não consegue marcar e jogar atrás o tempo todo. Se isso acontecer será uma surpresa.

 

De qualquer maneira boa sorte ao tricolor carioca. Tomara que sua gloriosa história centenária seja premiada amanhã. E que os anos de penúria da década de 90 sejam finalmente esquecidos. 

 

 

Boa sorte Flu!

 

 



Escrito por Marcelo Abdul às 23h03
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Euro 2008 – 29/06/2008

 

 

 

Espanha Campeã

 

O despertar da “Fúria”

 

jogadores espanhóis comemoram o título: prêmio para a melhor equipe da competição 

 

 

Espanha 1 x 0 Alemanha

 

 

Finalmente após longos 44 anos o torcedor espanhol pode soltar o grito de “campeão”.  A seleção espanhola comandada pelo artilheiro Fernando Torres derrotou a Alemanha de Michael Ballack e se torna a campeã européia de seleções. Uma conquista mais do que justa não só pelo futebol de hoje, mas pela qualidade do time durante todo o torneio. A Espanha simplesmente triturou os seus adversários. Começou goleando a Rússia por 4 x 1 e foi uma das únicas  três seleções 100% da primeira fase fazendo 9 pontos.

 

A caminhada continuou nas quartas-de-final em que a Espanha eliminou a Itália, atual campeã do mundo, nos pênaltis. Nas semifinais enfrentaram novamente a Rússia do badalado Arshavin e repetiram a goleada da fase inicial, 3 x 0. Hoje a final tinha de tudo para ser dramática e complicada. O oponente era a temida Alemanha que neste domingo disputava a sua sexta final de Euro. No início da partida parecia que a tradição alemã iria prevalecer. A equipe de Jöachiw Löw começou a marcar pressão na saída de bola dos espanhóis e a levar perigo nas bolas cruzadas na área pelo ponta Schweinsteiger. Mas aos poucos a Espanha passou a controlar a partida com seu tradicional toque de bola.

 

A seleção espanhola passou a dominar o jogo a partir dos 20 minutos do primeiro tempo. Uma cabeçada na trave de Fernando Torres já mostrava o domínio do time de vermelho. Apesar de estar precavida atrás e com o centroavante do Liverpool isolado na frente, as descidas de Iniesta e David Silva deixavam a defesa alemã em polvorosa. Numa falha de cobertura do lateral Lahn, Torres deu um leve toque sutil na saída de Lehmann. A Espanha marcava o gol que poderia lhe dar um título depois de tantos fracassos.

 

Depois do tento espanhol se esperava uma Alemanha furiosa e insistente, mas durante o segundo tempo isso não aconteceu. Ballack, Frings e cia, assistiam os toques de bola da Espanha e cansaram sem conseguir oprimir o esquema de jogo de Luis Aragones. O tempo foi passando e os germânicos não esboçavam uma reação que lhe é tradicional em torneios internacionais. A Espanha, a exemplo de todas as suas partidas nessa Euro, fazia a bola correr em seus pés. O volante Marcos Senna esteve impecável em todas as disputas defensivas, não dando chances ao sisudo Ballack. Como na célebre frase de Dolores Ibarruri a ordem era apenas uma: “Não passarão”.  E os alemães não passaram.

 

 

 

 Uma explosão de emoção aconteceu ao apito final de Roberto Rosseti.  A Espanha conquista a sua segunda Eurocopa com amplo domíno sobre todos os seus adversários na competição. Para um time que foi sempre tachado de “amarelão”, nada como um título incontestável. Em nenhum momento os espanhóis hesitaram ou deram chances aos seus oponentes para confirmar o apelido pejorativo. Um título justíssimo para o melhor futebol da competição.

 

 

Agora que venha a Euro 2012 na Polônia e Ucrânia.

 

 



Escrito por Marcelo Abdul às 21h09
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Tchau Eurico!

 

 

 

 

Tchau Eurico!

 

 

A torcida do Vasco agradece a sua saída.

 

 

Sem você o clube cruz de malta não será tão odiado.

 

 

Sem você com certeza o clube voltará a ser o mais democrático do país.

 

 

Sem você acabaram as ameaças e a truculência.

 

 

O futebol brasileiro respira muito melhor sem a sua presença.

 

À Roberto Dinamite um recado: cuidado.

 

 

Eurico Miranda ficou anos no clube e montou uma estrutura viciada.

 

 

Não será fácil se livrar dela em poucos anos.

 

 

Com certeza o ex-ditador tentará de tudo sabotar o mandato do ídolo vascaíno. Para depois voltar como “salvador da pátria”.

 

 

Todo a precaução é justificável.

 

 

Raposas velhas nunca querem largar o osso.

 

 

 



Escrito por Marcelo Abdul às 13h14
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A primeira vez o Brasil nunca esquece

 

o time campeão do mundo em 1958: 50 anos de glórias

 

 

 

 

Hoje a conquista da  Copa do Mundo de 1958 na Suécia faz 50 anos.  Considerada uma das melhores seleções de todos os tempos por muitos especialistas, o time brasileiro permanece sendo o único time sul-americano a ganhar um título no continente europeu. Com a taça o Brasil acabou com o trauma de 1950 e se iniciou um domínio no futebol mundial que dura até os dias de hoje. Antes de 1958 éramos uma república sul-americana exótica, que ganhava um campeonato sul-americano de vez em quando.  Com o título o Brasil ganhou o respeito e a admiração do planeta e o mundo nos passou a nos olhar com outros olhos.     
  

Um time que deve ser sempre lembrado e homenageado pelo feito inédito.  À Gilmar, Djalma Santos, De Sordi Bellini, Orlando Zito, Nilton Santos, Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagallo o nosso muito obrigado. Todas as homenagens que foram feitas vocês lendários cavaleiros da mágica e do esplendor foram poucas. O país ainda deve muito a vocês verdadeiros heróis.

 

Campanha Brasileira em 1958 -

 

  Brasil 3 x 0 Áustria

     Brasil 0 x 0 Inglaterra

              Brasil 2 x 0 União Soviética

           Brasil 1 x 0 País de Gales

 Brasil 5 x 2 França

Brasil 5 x 2 Suécia

 

Um presente a todos os amantes do bom futebol. Abaixo está o link com o vídeo da final da Copa de 1958. Para visualizar o jogo é necessário ter o programa Real Media Player. Que é distribuído de graça na própria página do Real. Você pode encontrar o programa também em sites como o baixaqui.

 

Divirtam-se.

 

 

http://www.badongo.com/file/9404074



Escrito por Marcelo Abdul às 10h54
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Euro 2008 – 26/06/2006

 

 

 

 

Espanha 3 x 0 Rússia

   a Espanha comemora a classificação à final: "amarela" só a camisa

 

 

 

O placar foi incontestável. A seleção espanhola massacrou os russos mais uma vez e está na final da Euro depois de 20 anos. O jogo foi aberto e estudado por ambas as equipes no primeiro tempo. O espanhóis precavidos pela subida de produção da Rússia durante o torneio, marcaram Arshavin e Pavlyuchenko  por zona não os deixando tabelar próximo a área de Casillas. A “Fúria” teve uma maior iniciativa do jogo trocando passes e obrigando o goleiro Akinfeev a fazer boas intervenções. A Rússia não foi a mesma das partidas  anteriores. O meia  Arshavin estava apagado e não conseguia complementar as jogadas ofensivas. Apenas Pavlyuchenko dava um certo trabalho a Puyol e cia. As esperanças russas aumentaram quando David Villa teve um estiramento muscular no final do primeiro tempo.

 

Mas o técnico da Fúria Luis Aragonés tinha uma carta na manga. Ele adiantou Xavi Hernández  para o ataque e o meio campo do Barcelona  passou a levar perigo na área adversária. Isso se confirmou aos 5 minutos do segundo tempo quando Hernandez fez o gol numa jogada rápida na área. Para os russos foi um balde de água fria. A equipe de Guus Riddink não soube mais reagir e os espanhóis dominaram totalmente o resto da partida. O meia Fàbregas jogou tudo que sabia e contribuiu no gols de Güiza e David Silva selando o amplo domínio técnico e territorial espanhol. A peleja foi quase uma repetição do jogo de estréia e Guus Riddink novamente não passou na semifinal de um torneio entre seleções.

 

A Espanha agora enfrenta a Alemanha. Uma final inédita e que promete ser eletrizante. A Alemanha tenta confirmar uma renovação vitoriosa que bateu na trave em 2002 e 2006 e manter a hegemonia no futebol europeu com 4 títulos da Euro. A Espanha quer uma conquista depois de 44 anos e acabar definitivamente com a marca de “time amarelão”.

 

Que vença o melhor.



Escrito por Marcelo Abdul às 23h25
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Brasil 2014 ! Onde está?

 

o logo da Copa 2014: a única coisa concreta do torneio por enquanto 

 

 

 

Em poucos meses fará 1 ano que o Brasil foi escolhido como sede da próxima Copa do Mundo.

 

 

No entanto, o que vimos em matéria de organização foi muito pouco.

 

 

Em primeiro lugar, onde serão as sedes?

 

 

Onde estão os projetos dos estádios? Com orçamentos e meta a cumprir?

 

 

Estão no sorriso dos governadores que claramente querem usar a escolha das cidades sedes como plataforma eleitoral?

 

 

Quem serão os integrantes do comitê organizador?

 

 

Porque não há uma página oficial da internet sobre a Copa do Mundo no Brasil?  Não há nenhum sítio oficial sobre o torneio.  

 

 

Muitos dirão que ainda é muito cedo. E que as reclamações deste blogueiro são exageradas.

 

 

Mas seis anos num país como o Brasil é muito pouco.

 

 

Ainda mais quando vemos escândalos de clonagem na venda de ingressos. Tendo a empresa BWA investigada pelo MP do Paraná.

 

 

E o pior, a falta de iniciativa dos cartolas em tentar mudar esse triste e repetitivo quadro. Com a exceção do Coritiba que corajosamente denunciou a quadrilha de estelionatários.  

 

 

E assim se arrasta a humanidade.



Escrito por Marcelo Abdul às 19h26
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Pane nas alturas

 

 

Cícero em desespero: O Fluminense é goleado em Quito  

 

 

 

O que aconteceu ontem com o Fluminense?

 

 

Foi a altitude? Foi o salto alto? Foi o deslumbramento dos jogadores por estarem na final? Foi o relaxamento? Foi o futebol da LDU?

 

 

Talvez tenha sido um conjunto de coisas. A partida foi uma exceção do que acontece em jogos finais, principalmente em Libertadores. Jogo aberto, com poucas faltas e jogadas violentas. Isso se permitiu porque ambas as equipes jogam um futebol mais técnico, que privilegia os toques de bola e o ataque e deixam a marcação e o jogo duro de lado. Porém, o primeiro tempo do time brasileiro foi horripilante. A defesa se deixou envolver pelos deslocamentos de Guerrón., Bolaños e Bieler. Foi desleixado na marcação e nas cobranças de escanteio. Foi fatal. Tomar quatro gols num primeiro tempo é algo fora do normal, principalmente para um time que venceu São Paulo e Boca Juniors nas fases anteriores.

 

No intervalo, o técnico Renato Gaúcho arrumou a casa. O time ficou mais atento ás descidas da LDU e marcou melhor. O time equatoriano parecia satisfeito com o placar e também não pressionou, no entanto, quase fez o quinto se não fosse a intervenção milagrosa do goleiro Fernando Henrique. O gol de cabeça de Thiago Neves foi até certo ponto, um alívio para tantos erros que o time carioca cometeu no jogo. Washington que vinha de contusão estava apagado durante a partida. A sua entrada se revelou um erro estratégico do treinador brasileiro.

 

Agora no Maracanã na quarta que vem o tricolor carioca tentará tirar uma diferença de três gols para conquistar a primeira Libertadores da sua história. Tem todas as chances para isso. O fato da LDU ser um time mais técnico que marcador ajuda muito. E também que fora de Quito e do morro, eles não são tão eficientes assim. Mas essa diferença de dois gols em um torneio difícil como a Libertadores é bastante significativa. A bobeada do primeiro tempo dessa final pode ter sido fatal para o Fluminense. Porém, com a força de sua torcida num Maracanã lotado a história pode mudar. Como nas duas partidas anteriores, o tricolor das Laranjeiras terá de fazer um jogo antológico para se tornar o terceiro time carioca a faturar o maior torneio de clubes das Américas.

 

Tem todas as condições para isso. Vamos torcer.



Escrito por Marcelo Abdul às 13h02
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